Aaaaaaaaaahhhh…

24 / Abril / 2006

Acalma

Arquivado em: musica — cuenco @ 7:46 pm

Gonzaguinha


Quando o tempo é de confusão
mantenha a calma no seu coração
mantenha a calma – calma!

Mantenha a fé e o pé no seu caminho
Mantenha o seu caminho
Mantenha a alma – acalma!

Acalma – você já chegou aqui
Calma – para prosseguir

A fé para botar o pé no caminho
A conquistar.

Quando o tempo é de armação
Mantenha firme a sua mão
Mantenha aceso o coração
Atenção!

Mantenha a alegria que você já é
não deixe que eles venham destruir
O sonho por menor que for
Seria destruir o amor.

Sempre bom a gente relembrar
A calma não é irmã da frouxidão
A calma é a força, adonde a gente
engendra a solução da ação.

E a gente pode muito mais
Conquistar.

Xote, coco, maracatu e baião.

19 / Abril / 2006

Depois dizem que é perseguição!

Arquivado em: Uncategorized — cuenco @ 2:20 pm

Desfalcando o time para a Libertadores…

14 / Abril / 2006

Metade

Arquivado em: musica — cuenco @ 4:41 pm

Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui
e a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

8 / Abril / 2006

Pedaço de mim

Arquivado em: musica — cuenco @ 10:06 pm

Chico Buarque

Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar

Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu

Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi

Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus

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